Acabo de vir da sala de tv. Sim, aqui a coisa é antiga. A sala de tv é uma e a sala de visitas é outra... senão, ninguém conversa. Na verdade fui até lá porque achei o som um pouco alto. Como a vovó já está nos 90, mais do que explicável. Mas até ela pede para dar esses toques para ela não fazer 'coisa de velho'.
Quando vi do que se tratava nem liguei mais para o volume da tela. Trata-se do programa da Hebe que aos 80 e tantos voltou para seu auditório depois de uma vida inteira na frente das câmeras e depois de seu maior afastamento desde a fundação da mesma. Hebe teve um câncer e se ausentou por uns três meses.
Eronildes, como é chamada pela amiga Marília Gabriela, é tão lenda viva (e ativa) da tv brasileira que era ela quem cantaria o hino da televisão (uma letra vergonhosa) na inauguração da mesma nestas terras de Anchieta. Era a Tv Tupi de Assis Chateaubriand, no mesmo canal 4 que depois viria a ser a TVS (hoje SBT) de Silvio Santos depois deste tê-la comprado sucateada no terreno do Sumaré.
É sabido que Hebe 'deu bolo' no dia da inauguração ao vivo e sem cores para alguns aparelhos televisores importados especialmente para a ocasião, pois, teve uma reconciliação com seu amante casado. Não titubeou em optar pelo programa escolhido e hoje, é motivo de piada.
Vinda do rádio onde estreou com uma dupla sertaneja com sua irmã Stella. As duas que acabavam de chegar de Taubaté se apresentavam como 'Rosalinda e Florisbela'. (Lembra da dupla sertaneja formada pela Donatela e Flora na novela 'A Favorita'? Era inspirada nelas, até a 'música de trabalho' - Beijinho Doce - era a mesma).
Findou o rádio, iniciou na tv. Passou pela Tupi, pela Band e voltou para o SBT onde está desde 1980 e picos. Seu programa é referência para a maioria dos programas de auditório no estilo papo e sofá como alguns quadros da Xuxa, Ana Maria Braga, Ronnie Von. Não é a tôa que hoje em seu retorno estavam na platéia as duas loiras acima, Marília Gabriela, Astrid Fontenelle, Carlos Alberto da Nóbrega, Moacir Franco, aqueles jurados do 'Qual é o seu talento? (antigo: Ídolos)', o presidente da Nestlé, famosos 2o. escalão em geral (César Filho e afins).
Todo mundo sabe que 'la madre Globo' não libera ninguém muito menos do nipe Xuxa, mas, dessa vez liberou. Inclusive quando foi internada, o próprio Jornal Nacional fez uma reportagem grande e, como disse, a Globo simplesmente ignora os concorrentes. Hebe não é alguém a quem se possa ignorar.
Salve Hebe! Salve muitos anos de vida e de sofá! Gracinha!
Amanhã coloco o vídeo dela cantando 'Ói nóis aqui traveiz!' que é sensacional. Por enquanto entre no youtube e veja a entrevista que ela deu para o Jô com a Lolita e a Nair em 2000. Uma das coisas mais engraçadas que eu já vi!
Hebe anteontem:
Hebe ontem:
segunda-feira, 8 de março de 2010
domingo, 7 de março de 2010
Una vez más...
Quer saber a última dos argentinos? Levaram Oscar!! E quer saber mais? Com um dos melhores filmes que eu vi nos últimos tempos e que já postei aqui várias vezes. Ele mesmo: 'O Segredo de seus olhos' do Juan Jose Campanella com Ricardo Darín. Esse filmaço desbancou de longe o pobre 'Salve Geral' de Sérgio Rezende (tanta coisa melhor para indicar!), onde a única coisa que 'salva', mas, não chega a ser 'geral' é a Denise Weinberg.
A gente devia era ter mais vergonha na cara. Os argentinos fazem um filme sensacional e a gente acha que por sermos a maior potência da América do Sul qualquer coisa serve. Serve não, meu amigo! Tem que ser é muito bom! E mais uma vez aqui declaro fim a guerra idiota de paixão brasileira X paixão argentina, pricipalmente nos casos de cinema e futebol.
O primeiro é sabidamente mérito dos hermanos. No segundo há uma diferença crucial: no Brasil é doença e na Argentina é paixão. Aqui se mata por futebol, lá, se chora. Essa é a diferença. E depois ainda dizem que brasileiro é o povo mais festeiro. Só não contam que algumas vezes a festa acaba em pancadaria.
É isso aí! To feliz! Mereceu muito por mais que eu nem considere muito Oscar. Acho o Festival de Havana, o Festival de Veneza, de Berlim e Canne muuuuito mais legais.
Só para saber, Capanella havia sido indicado pelo 'O filho da noiva' também com Darín, mas, não levou, dando agora o primeiro Oscar da Argentina (só pra lembrar que a gente não tem nenhum e que quase levou com 'Cidade de Deus' e 'Central do Brasil' - que também indicou melhor atriz: Fernandona Montenegro).
'O Segredo...' é a maior bilheteria da Argentina nos últimos 34 anos. Aqui no Brasil está em cartaz há algumas semanas. Não perca!
A gente devia era ter mais vergonha na cara. Os argentinos fazem um filme sensacional e a gente acha que por sermos a maior potência da América do Sul qualquer coisa serve. Serve não, meu amigo! Tem que ser é muito bom! E mais uma vez aqui declaro fim a guerra idiota de paixão brasileira X paixão argentina, pricipalmente nos casos de cinema e futebol.
O primeiro é sabidamente mérito dos hermanos. No segundo há uma diferença crucial: no Brasil é doença e na Argentina é paixão. Aqui se mata por futebol, lá, se chora. Essa é a diferença. E depois ainda dizem que brasileiro é o povo mais festeiro. Só não contam que algumas vezes a festa acaba em pancadaria.
É isso aí! To feliz! Mereceu muito por mais que eu nem considere muito Oscar. Acho o Festival de Havana, o Festival de Veneza, de Berlim e Canne muuuuito mais legais.
Só para saber, Capanella havia sido indicado pelo 'O filho da noiva' também com Darín, mas, não levou, dando agora o primeiro Oscar da Argentina (só pra lembrar que a gente não tem nenhum e que quase levou com 'Cidade de Deus' e 'Central do Brasil' - que também indicou melhor atriz: Fernandona Montenegro).
'O Segredo...' é a maior bilheteria da Argentina nos últimos 34 anos. Aqui no Brasil está em cartaz há algumas semanas. Não perca!
Peggy Sue - seu passado e seu presente.

No filme 'Peggy Sue - Seu passado a espera', a personagem pricipal vivida por Kathlen Turner tem a chance de mudar seu passado, quando num desmaio volta no tempo. Francis Ford Coppola é o diretor deste que é um dos clássicos dos anos 80. Ao voltar no tempo, saindo do seu cotidiano de dona de casa lá pelos 40 anos, ela se vê em 1965 aos 15 com seus dilemas, amores, desamores e principalmente as besteiras que a gente faz... ou deixa de fazer.
É impressionante como muitas vezes nossas vidinhas parecem mesmo um roteiro de filme. Mesmo numa megalópole como São Paulo, as vidas se cruzam formando um enredo impecável. Em uma só noite, em uma balada que deveria ser uma alternativa ao lugar de sempre e às pessoas de sempre, parece que todos tiveram a mesma idéia.
Então de repente você vê o cara 'de uma noite apenas' com a namorada. Você encontra aquele carinha que é simpático, mas, não rola e não larga do seu pé, que óbvio, fica grudado em você a noite inteira impedindo novidades. Ali também estão o melhor amigo de infância do grande amor da sua vida (só que ele ainda não sabe que o é), e fica sabendo que o seu pré-destinado desde gerações (só que ele ainda não se deu conta disso) está a caminho. Ex-colegas de clube da adolescência também se encontram por ali, aos montes, gente que não se vê há cerca de 10 anos. Fechando o circulo, o ex-ficante daquela sua super amiga que já está casada.
Por fim como sempre, em vez de ir embora à francesa, você fica e faz tudo errado: perde a oportunidade de se declarar para o grande amor e... ainda fica com um carinha que é a cara do David Silver numa versão loira! E ainda beija mal.....
sábado, 6 de março de 2010
sexta-feira, 5 de março de 2010
Só em português.
"A saudade é uma filha da puta que entra na sua sala sem pedir licença. senta no sofá da frente e fica te olhando como se dissesse: 'sua babaca!'" - Clarah Averbruck
quarta-feira, 3 de março de 2010
Que coisa, não?
Há cerca de 10 dias postei aqui sobre a propaganda nova da cerveja Devassa. Justamente elogiando a qualidade e boa idéia da propaganda, afinal, nada mais 'subliminarmente direto' que a mais loura e mais devassa Paris Hilton. Loura Devassa e loura devassa. Perfeito. Bonito. Excitante. Até eu que nem gosto de cerveja tomaria uma Devassa daquela...
Pois é... tiraram do ar.
Que coisa, não?
Pois é... foi denunciada por consumidores que alegaram ter forte apelo à sensualidade.
Que coisa, não?
Devem ser os consumidores que se embriagam e ficam sentados bêbados nas mesas de botecos cheias de crianças em volta aprendendo bem como se deve beber e ouvindo músicas digamos assim, menos apelativas, tipo essas que tocam nas rádios populares. Coisa do tipo "ela senta e levanta, pára na posição, cabecinha, cabecinha", ou até mesmo a 'simpática' "você não vale nada, mas eu gosto de você". Mas isso não é apelo á sensualidade. Por isso não tem problema. Isso é sexualidade explícita de baixo calão e moral!
Acredito que quem denunciou possa ter uma filha de cinco anos que usa salto alto e maquiagem e que ele(a) acha lindo, 'uma mocinha', afinal 'essa menina tem um gênio'. E acha lindo ela 'rebolar até o chão', além de fazer de tudo para o apelido 'menina maçãzinha' pegar. Deve chegar em casa, ligar a tv no BBB e deixar a criança lá até altas horas, porque 'não adianta, ela não dorme cedo'.
Aí esse tal consumidor percebe que uma propaganda insinuante é muito mais provocativa do que sexo explícito. Agora, consumidor consciente, eu pergunto: o que é mais bonito? A Paris Hilton em um edifício da zona sul carioca num dia de sol, bem vestida, ao som de jazz e tomando uma Devassa, ou a Mulher Melancia na Baixada 'passando um cartão' num baile funk?
Situações onde menos é mais. Elementar meus caros.
Mas é o tal negócio. No Brasil andar de carro ainda é 'chique', mesmo sendo uma caca véia poluidora. Vemos cada vez menos investimento (não estou falando de governo) no cérebro e mais na lipo. O que podemos esperar de gente que pensa assim?
É uma pena. Pois a Paris Hilton bem loura e bem devassa é um colirio para qualquer um.
Bom, mas aqui você vai continuar Devassando por quanto tempo quiser! Bom proveito!
Pois é... tiraram do ar.
Que coisa, não?
Pois é... foi denunciada por consumidores que alegaram ter forte apelo à sensualidade.
Que coisa, não?
Devem ser os consumidores que se embriagam e ficam sentados bêbados nas mesas de botecos cheias de crianças em volta aprendendo bem como se deve beber e ouvindo músicas digamos assim, menos apelativas, tipo essas que tocam nas rádios populares. Coisa do tipo "ela senta e levanta, pára na posição, cabecinha, cabecinha", ou até mesmo a 'simpática' "você não vale nada, mas eu gosto de você". Mas isso não é apelo á sensualidade. Por isso não tem problema. Isso é sexualidade explícita de baixo calão e moral!
Acredito que quem denunciou possa ter uma filha de cinco anos que usa salto alto e maquiagem e que ele(a) acha lindo, 'uma mocinha', afinal 'essa menina tem um gênio'. E acha lindo ela 'rebolar até o chão', além de fazer de tudo para o apelido 'menina maçãzinha' pegar. Deve chegar em casa, ligar a tv no BBB e deixar a criança lá até altas horas, porque 'não adianta, ela não dorme cedo'.
Aí esse tal consumidor percebe que uma propaganda insinuante é muito mais provocativa do que sexo explícito. Agora, consumidor consciente, eu pergunto: o que é mais bonito? A Paris Hilton em um edifício da zona sul carioca num dia de sol, bem vestida, ao som de jazz e tomando uma Devassa, ou a Mulher Melancia na Baixada 'passando um cartão' num baile funk?
Situações onde menos é mais. Elementar meus caros.
Mas é o tal negócio. No Brasil andar de carro ainda é 'chique', mesmo sendo uma caca véia poluidora. Vemos cada vez menos investimento (não estou falando de governo) no cérebro e mais na lipo. O que podemos esperar de gente que pensa assim?
É uma pena. Pois a Paris Hilton bem loura e bem devassa é um colirio para qualquer um.
Bom, mas aqui você vai continuar Devassando por quanto tempo quiser! Bom proveito!
terça-feira, 2 de março de 2010
Tá Combinado!
Nós mulheres somos uma especiezinha estranha. Nos fazemos de difíceis, de duronas e as 'mais mais' nisso são as 'mais mais' manteiga derretida. Que dizem estar tudo muito bem e fazem sexo como homens, mas no dia seguinte, se ele não liga choram como dondocas. Ou então nos mostramos fáceis, sinceras e aí meu bem... só depois das 3h da manhã ou de algumas cervejas, porque tudo que é fácil, é sabido, ninguém quer.
E além do que, tá certo botar uma 'banca' de 'dificil'. Umas são mesmo. Na verdado, não é uma questão de ser fácil ou dificil, mas uma questão de 'coração Flex', ou seja: ou você leva porrada e sofre, ou você leva porrada, levanta, sacode a poeira, dá a volta por cima e vai levar porrada denovo, mas tudo bem, porque você é Flex.
O tipo que sofre não quer se envolver novamente. Não tão cedo. E passa a acreditar que quando o relógio biológico gritar, a melhor solução será adotar uma criança abandonada. De preferência com mais de 3 anos (assim você se livra das fraldas) e rezando para não cair nenhum nome bizarro com o qual você tenha que juntar seu sobrenome (afinal depois dos 3 anos de idade não pode mais trocar o nome da criança).
Então, esse tipinho que sofre e sempre vê aquela cicatriz que por mais que esteja curada serve para dizer: 'E aí? É nóis na fita denovo?', não se envolve fácil. Pegar na mão por exemplo, só depois de muito sexo. E sem esperanças que seu telefone toque. Afinal, não quer nada nem ninguém além de você mesma, alguém que nunca te fará sofrer ou vá te abandonar. Sua melhr companhia.
E o trato é esse. Você pra lá, e eu pra cá. E cada um toca sua vida. Em outra cidade, em outro país, em outro contexto. Melhor assim: nos encontramos, nos divertimos e tchau. Combinado e seguido a risca.
Três meses depois o telefone toca. E não existe sensação melhor. Muito melhor do que um telefonema no dia seguinte: "Fiquei pensando... putz! Essa mina era tão bacana, a gente se deu tão bem, foi uma viagem fantástica, não foi?" Com certeza foi.
E sem paixonites, segue Bethânia e Leminski.
"Essa vida que eu quero querida
Encostar a minha
Na tua
Ferida"
E além do que, tá certo botar uma 'banca' de 'dificil'. Umas são mesmo. Na verdado, não é uma questão de ser fácil ou dificil, mas uma questão de 'coração Flex', ou seja: ou você leva porrada e sofre, ou você leva porrada, levanta, sacode a poeira, dá a volta por cima e vai levar porrada denovo, mas tudo bem, porque você é Flex.
O tipo que sofre não quer se envolver novamente. Não tão cedo. E passa a acreditar que quando o relógio biológico gritar, a melhor solução será adotar uma criança abandonada. De preferência com mais de 3 anos (assim você se livra das fraldas) e rezando para não cair nenhum nome bizarro com o qual você tenha que juntar seu sobrenome (afinal depois dos 3 anos de idade não pode mais trocar o nome da criança).
Então, esse tipinho que sofre e sempre vê aquela cicatriz que por mais que esteja curada serve para dizer: 'E aí? É nóis na fita denovo?', não se envolve fácil. Pegar na mão por exemplo, só depois de muito sexo. E sem esperanças que seu telefone toque. Afinal, não quer nada nem ninguém além de você mesma, alguém que nunca te fará sofrer ou vá te abandonar. Sua melhr companhia.
E o trato é esse. Você pra lá, e eu pra cá. E cada um toca sua vida. Em outra cidade, em outro país, em outro contexto. Melhor assim: nos encontramos, nos divertimos e tchau. Combinado e seguido a risca.
Três meses depois o telefone toca. E não existe sensação melhor. Muito melhor do que um telefonema no dia seguinte: "Fiquei pensando... putz! Essa mina era tão bacana, a gente se deu tão bem, foi uma viagem fantástica, não foi?" Com certeza foi.
E sem paixonites, segue Bethânia e Leminski.
"Essa vida que eu quero querida
Encostar a minha
Na tua
Ferida"
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