Eu disse que não era para se apaixonar, que era só para a gente ficar. Eu te falei, meu bem. Eu te avisei! Você atirou bem na minha direção e acertou bem no meu coração! Meteoro da paixão! Explosão de sentimentos que eu nem pude acreditar!
Quando é amor, não tem razão. O que importa é bater no coração. Larga tudo e vem correndo! Não há disfarce nesse seu olhar que não incendeie meu coração.
O que será esse amor? Só as estrelas dirão.Você está bagunçando o meu coração!
Eu vou mimar você até quando eu puder, se isso é um defeito você pode até pedir para eu parar, mas, isso é tão bom! Eu cuido de você, você cuida de mim. Eu não sou seu problema! Eu sou a solução!
segunda-feira, 24 de maio de 2010
terça-feira, 18 de maio de 2010
Por que os vilões são sempre os mais sedutores?
Não é de hoje que a marginalidade é altamente sedutora. Não precisa ser bandido propriamente dito, basta ter um 'quê' de rebeldia. Que o diga James Dean que marcou uma geração ao chegar em casa de calça jeans, abrir a geladeira e beber um litro de leite no gargalo (cena de Juventude Transviada). É dos malandros que elas gostam mais. Eles são sedutores porque estão sempre na tangente mas se saem bem no final, sobrevivem, dão o golpe.
Dona Flor precisou ter dois maridos ao mesmo tempo para usufruir tudo de bom que podiam lhe dar. Com Vadinho, o malandro, tinha sexo, tesão, liberdade. Com Teodoro ela tem segurança e paz...até demais! Conciliou seus desejos de esposa e mulher quando o fantasma de Vadinho passa a visitá-la constantemente (ela era viuva dele). É antológica a cena final de Dona Flor com seus dois maridos descendo a ladeira do Bonfim em dia de procissão:
Mas esse assunto me veio a cabeça porque hoje, como boa noveleira assumida que sou, assisti a mais um capítulo de 'Passione' (ô nomezinho ruim...) do Silvio de Abreu que eu amo! Que falta estava fazendo uma boa novela! E, vi logicamente o casal vilão: Clara e Fred. Os dois quase nojentos chegam à mansão onde ela finge ser enfermeira num Gol que minha mãe tinha nos idos de 1985 e antes. Acabado e caindo aos pedaços. Ninguém imagina que ali dentro está... Reynaldo Gianechini. Com Mariana Ximenes. Aliás, ele que se cuide pois ela proete dar show.
Os dois são o casal com mais 'fogo' de todos, se comem pelos cantos e estão simplesmente lindos. Então, só pensando recentemente, pensei em Flora (Patrícia Pillar), a melhor vilã, linda. Eu até votaria no Ciro para ela ser primeira dama. E, minha chará Laura (Cláudia Abreu) que fazia um par sensacional com Márcio Garcia. Coroando todos, a Bebel da Camila Pitanga em Paraiso Tropical, impagável com Wagner Moura.
Se tiver tempo, assista essas ceninhas....
É isso aí....o crime, as vezes, bem vale a pena....
Dona Flor precisou ter dois maridos ao mesmo tempo para usufruir tudo de bom que podiam lhe dar. Com Vadinho, o malandro, tinha sexo, tesão, liberdade. Com Teodoro ela tem segurança e paz...até demais! Conciliou seus desejos de esposa e mulher quando o fantasma de Vadinho passa a visitá-la constantemente (ela era viuva dele). É antológica a cena final de Dona Flor com seus dois maridos descendo a ladeira do Bonfim em dia de procissão:
Mas esse assunto me veio a cabeça porque hoje, como boa noveleira assumida que sou, assisti a mais um capítulo de 'Passione' (ô nomezinho ruim...) do Silvio de Abreu que eu amo! Que falta estava fazendo uma boa novela! E, vi logicamente o casal vilão: Clara e Fred. Os dois quase nojentos chegam à mansão onde ela finge ser enfermeira num Gol que minha mãe tinha nos idos de 1985 e antes. Acabado e caindo aos pedaços. Ninguém imagina que ali dentro está... Reynaldo Gianechini. Com Mariana Ximenes. Aliás, ele que se cuide pois ela proete dar show.
Os dois são o casal com mais 'fogo' de todos, se comem pelos cantos e estão simplesmente lindos. Então, só pensando recentemente, pensei em Flora (Patrícia Pillar), a melhor vilã, linda. Eu até votaria no Ciro para ela ser primeira dama. E, minha chará Laura (Cláudia Abreu) que fazia um par sensacional com Márcio Garcia. Coroando todos, a Bebel da Camila Pitanga em Paraiso Tropical, impagável com Wagner Moura.
Se tiver tempo, assista essas ceninhas....
É isso aí....o crime, as vezes, bem vale a pena....
sábado, 15 de maio de 2010
Vai no cabeleireiro, no esteticista....

Plena Virada Cultural de 2010 em São Paulo e eu resolvi dar uma 'aburguesada'. Não fui pular no meio da muvucada como fiz outros anos, por mais que tenham dezenas de shows na madruga que eu gostaria de ver e rever como o Jairzão, os Temptations, aqueles caras que fazem cover do Abba ('mamma mia, here we go again...'), tava doida pra ver a Rita Cadillac fazendo intervenções depois do show do Magal, mas... não deu. E o motivo é simples: não consigo tentar assistir a um show enquanto as outras nem sei quantas mil pessoas em volta estão mais preocupados em 'encher a lata' no meio da rua, vomitar e ficar gritando ao seu lado.
E não venham me dizer que isso é papo de burguês. Pode até ser. 'Eu sou burguês, mas eu sou artista, e estou do lado do povo'. Só que do povo que sabe festejar sem atrapalhar a festa dos outros. Então, prefiro ir de dia. Assim os deslumbrados em passar a noite no meio da rua já nem sem aguentam em pé e ou foram embora ou dormem embaixo de uma árvore qualquer na praça da República (sem-tetos oficiais e free-lancers).
Vou de dia. Já vi shows memoráveis nas Viradas Culturais. Em 2008 assisti um show do Lobão sensacional no palco República. No mesmo ano assisti o 'Baile do Simonal', o primeiro, com Simoninha e Max de Castro, muito antes de voltar a moda. Ano passado vi no meio da Avenida São João um 'Novos Baianos' fantástico com seu 'novo' Acabou Chorare. Vi também no mesmo palco a insossa Maria Rita que me entreteu por alguns minutos.
Antes disso ainda, quando a Virada ainda se restringia a alguns centros culturais na cidade, gerenciei uma Mostra Zé do Caixão no finado Popcine da Rua Maria Antonia. E vi estréias no cinema no Reserva Cultural e no Cinesesc sensacionais. Aliás, acredito que muito do que incentivou esse movimento foram os 'noitões' do Belas Artes e as 'odisséias' do Espaço Unibanco. Eram ótimas. Estréias, filmes surpresa, música e um belíssimo café-da-manhã.
Bom, mas fato é que bem hoje enquanto ocorre a festa democrática cultural que me exclui por uma questão de conforto e seleção, fui em um dos mais burgueses teatros paulistanos e paguei. Achei que estava fazendo um excelente negócio levar minha avó, apaixonada pelo ator Rodrigo Lombardi, o 'Raj', assistir ao espetáculo estreado essa semana ao lado de Fúlvio Stefanini no Teatro Faap. 'A Grande Volta'.
O texto foi traduzido por Paulo Autran naquele fase que o tema era sempre o mesmo: duas pessoas 'quase estranhas' se encontram e tem que conviver. Foi assim em 'Visitando o Sr. Green' que fez com Cássio Scapirn e depois com Dan Stulbach, um velho rabugento e solitário é obrigado a aceitar a visita de um rapaz que quase lhe atropelou como penitência ao segundo. Em seguida veio 'O Quadrante' com Cecil Thiré onde um pintor que morava isolado numa ilha recebia um jornalista para entrevistá-lo. Me parece que depois descobria-se que eram pai e filho, ou que um foi casado com a esposa do outro, um negócio assim. Não me lembro bem, não vi, para mim o tema já tinha esgotado.
Juro que pensei que dessa vez seria um pouquinho só diferente. Não foi. Foi chato. Mas não culpo de todo o espetáculo, aliás, culpo 50% a platéia burra que o assistia. Vamos aos fatos. Vi um Rodrigo Lombardi com texto bem decorado, boas entonações, mas, querendo que cada frase fosse uma 'frase de efeito', o que não acontecia provavelmente por dois motivos, um é porque a platéia atrapalhou e outro é porque estava realmente um tom acima, forçado as vezes. Vi um Fúlvio Stefanini como sempre fantástico, natural, com as entonações na medida exata. Vi um texto fraco (desculpem, sim, fraco) e fico até com medo de dizer isso tendo em vista os montros sagrados da produção. Fúlvio Stefanini me chocou também por seu tamanho, não só a mim, está enormemente gordo.
Vi um cenário bonito, clean, inteligente e funcional. Idem para os figurinos, adereços e iluminação. Já a trilha sonora não chega a ser de todo coerente. Em minha opinião abusam de melodias judaicas. Fosse eu a diretora, a colocaria somente no final, ou mesclava com o blues que é paradigma no espetáculo. Sinceramente não vi necessidade de trilha sonora, as referencias seriam suficientes.
Por fim, o que estragou o espetáculo foi.... a platéia! Aquela 'peruada' perfumada e laqueada tossia formando uma sinfonia durante todo o espetáculo. Perdi frases inteiras graças ao pigarreado e, se não era isso, eram as gargalhadas. Eu disse gargalhadas! Senhoras e senhores, estamos tratando de um texto dramático, um reencontro de pai e filho que já começa no clímax. A peça não 'fechou' perfeitamente para mim, pois, acredito que tenha perdido bastante coisa, não ouvido pois a qualquer 'merda' (e como falavam palavrão! eu pensei que isso já era!)proclamada, a platéia vinha abaixo.
Em determinado momento o pai fala ao filho como conheceu sua esposa. Ele diz que queria muito lhe presentear e então a levou a um 'shopping' pois queria comprar-lhe um vestido ou uma roupa, mais cara, mais bacana. Ela olhou uma loja, olhou outra e por nada se interessava. Então viu uma vitrine com livros e, a contra-gosto dele, a principio, optou por 'O Jardim das Cerejeiras' de Tchekov. Ele não gostou do presenteu que lhe deu. Um vestido seria muito mais grandioso pensava. Eles então foram às margens de um rio e ela leu para ele um dos maiores classicos de todos os tempos.
Talvez se a platéia dessa noite comprasse menos vestidos e mais livros, entende-se melhor o que estava sendo dito. Mas, na realidade, ninguem vai ao teatro para entender. Ninguém paga caro para aprender nada e muito menos pensar um pouco. Ninguém aprofunda nada, fica tudo ali pelo vestido.
Talvez também seja realmente mais válido ir para o centro da cidade passar a noite tomando vinho barato para suportar o frio, e poder ver os shows que a burguesia paga caro para ver, para dizer que é culta. Muito provavelmente esses que fazem esse sacrifício entendem o verdadeiro valor da arte e cultura. E talvez também, suas gargalhadas sejam mais verdadeiras e sua festa barulhenta seja mais justa.
E não venham me dizer que isso é papo de burguês. Pode até ser. 'Eu sou burguês, mas eu sou artista, e estou do lado do povo'. Só que do povo que sabe festejar sem atrapalhar a festa dos outros. Então, prefiro ir de dia. Assim os deslumbrados em passar a noite no meio da rua já nem sem aguentam em pé e ou foram embora ou dormem embaixo de uma árvore qualquer na praça da República (sem-tetos oficiais e free-lancers).
Vou de dia. Já vi shows memoráveis nas Viradas Culturais. Em 2008 assisti um show do Lobão sensacional no palco República. No mesmo ano assisti o 'Baile do Simonal', o primeiro, com Simoninha e Max de Castro, muito antes de voltar a moda. Ano passado vi no meio da Avenida São João um 'Novos Baianos' fantástico com seu 'novo' Acabou Chorare. Vi também no mesmo palco a insossa Maria Rita que me entreteu por alguns minutos.
Antes disso ainda, quando a Virada ainda se restringia a alguns centros culturais na cidade, gerenciei uma Mostra Zé do Caixão no finado Popcine da Rua Maria Antonia. E vi estréias no cinema no Reserva Cultural e no Cinesesc sensacionais. Aliás, acredito que muito do que incentivou esse movimento foram os 'noitões' do Belas Artes e as 'odisséias' do Espaço Unibanco. Eram ótimas. Estréias, filmes surpresa, música e um belíssimo café-da-manhã.
Bom, mas fato é que bem hoje enquanto ocorre a festa democrática cultural que me exclui por uma questão de conforto e seleção, fui em um dos mais burgueses teatros paulistanos e paguei. Achei que estava fazendo um excelente negócio levar minha avó, apaixonada pelo ator Rodrigo Lombardi, o 'Raj', assistir ao espetáculo estreado essa semana ao lado de Fúlvio Stefanini no Teatro Faap. 'A Grande Volta'.
O texto foi traduzido por Paulo Autran naquele fase que o tema era sempre o mesmo: duas pessoas 'quase estranhas' se encontram e tem que conviver. Foi assim em 'Visitando o Sr. Green' que fez com Cássio Scapirn e depois com Dan Stulbach, um velho rabugento e solitário é obrigado a aceitar a visita de um rapaz que quase lhe atropelou como penitência ao segundo. Em seguida veio 'O Quadrante' com Cecil Thiré onde um pintor que morava isolado numa ilha recebia um jornalista para entrevistá-lo. Me parece que depois descobria-se que eram pai e filho, ou que um foi casado com a esposa do outro, um negócio assim. Não me lembro bem, não vi, para mim o tema já tinha esgotado.
Juro que pensei que dessa vez seria um pouquinho só diferente. Não foi. Foi chato. Mas não culpo de todo o espetáculo, aliás, culpo 50% a platéia burra que o assistia. Vamos aos fatos. Vi um Rodrigo Lombardi com texto bem decorado, boas entonações, mas, querendo que cada frase fosse uma 'frase de efeito', o que não acontecia provavelmente por dois motivos, um é porque a platéia atrapalhou e outro é porque estava realmente um tom acima, forçado as vezes. Vi um Fúlvio Stefanini como sempre fantástico, natural, com as entonações na medida exata. Vi um texto fraco (desculpem, sim, fraco) e fico até com medo de dizer isso tendo em vista os montros sagrados da produção. Fúlvio Stefanini me chocou também por seu tamanho, não só a mim, está enormemente gordo.
Vi um cenário bonito, clean, inteligente e funcional. Idem para os figurinos, adereços e iluminação. Já a trilha sonora não chega a ser de todo coerente. Em minha opinião abusam de melodias judaicas. Fosse eu a diretora, a colocaria somente no final, ou mesclava com o blues que é paradigma no espetáculo. Sinceramente não vi necessidade de trilha sonora, as referencias seriam suficientes.
Por fim, o que estragou o espetáculo foi.... a platéia! Aquela 'peruada' perfumada e laqueada tossia formando uma sinfonia durante todo o espetáculo. Perdi frases inteiras graças ao pigarreado e, se não era isso, eram as gargalhadas. Eu disse gargalhadas! Senhoras e senhores, estamos tratando de um texto dramático, um reencontro de pai e filho que já começa no clímax. A peça não 'fechou' perfeitamente para mim, pois, acredito que tenha perdido bastante coisa, não ouvido pois a qualquer 'merda' (e como falavam palavrão! eu pensei que isso já era!)proclamada, a platéia vinha abaixo.
Em determinado momento o pai fala ao filho como conheceu sua esposa. Ele diz que queria muito lhe presentear e então a levou a um 'shopping' pois queria comprar-lhe um vestido ou uma roupa, mais cara, mais bacana. Ela olhou uma loja, olhou outra e por nada se interessava. Então viu uma vitrine com livros e, a contra-gosto dele, a principio, optou por 'O Jardim das Cerejeiras' de Tchekov. Ele não gostou do presenteu que lhe deu. Um vestido seria muito mais grandioso pensava. Eles então foram às margens de um rio e ela leu para ele um dos maiores classicos de todos os tempos.
Talvez se a platéia dessa noite comprasse menos vestidos e mais livros, entende-se melhor o que estava sendo dito. Mas, na realidade, ninguem vai ao teatro para entender. Ninguém paga caro para aprender nada e muito menos pensar um pouco. Ninguém aprofunda nada, fica tudo ali pelo vestido.
Talvez também seja realmente mais válido ir para o centro da cidade passar a noite tomando vinho barato para suportar o frio, e poder ver os shows que a burguesia paga caro para ver, para dizer que é culta. Muito provavelmente esses que fazem esse sacrifício entendem o verdadeiro valor da arte e cultura. E talvez também, suas gargalhadas sejam mais verdadeiras e sua festa barulhenta seja mais justa.
segunda-feira, 10 de maio de 2010
domingo, 9 de maio de 2010
quarta-feira, 5 de maio de 2010
Telesp informa.
Esse fato ocorreu aqui em casa outro dia:
Como todo bom senhor de 60 anos, meu pai nada entende de contas bacárias, cartões de crédito, computadores ou tv a cabo. Então, como na maioria dos lares, quem resolve essas pendências é a mulher, no caso minha mãe que entende tudo desses assuntos (se atrapalha um pouco no computador de vez em quando).
Depois de alguns quartos de hora 'pendurada' ao telefone para acertar uma questão com a Net ela ouve do outro lado da linha:
- Ok! Agora precisarei falar com o responsável pela linha para ele autorizar.
- Sim, mas eu estou autorizando o responsável é meu marido e está aqui do meu lado, só que ele não trata desses assuntos, sou eu mesma quem resolve tudo.
- Sim senhora, mas eu preciso que ele autorize senão não posso dar prosseguimento ao pedido e nada disso valerá.
- Um instante - ela tira o telefone do gancho e fala com meu pai que está distraído (como sempre) á sua frente - Querem que você autorize. Não fala nada, só diz sim para o que a 'mulher' falar.
(Ele pega o telefone)
- Senhor boa tarde, o senhor está adquirindo blá blá blá, blá blá blá, o senhor autoriza?
- Um instante por favor, aguarde ouvindo a musiquinha.
E começou a cantarolar!!
E cantarolou por uns instantes e disse ao fone:
- Só mais um instante que eu já vou te atender! - e continuou cantarolando (lá lá lá)
E então, quando minha mãe já entrava em parafuso de vexame via embratel ele disse para a Net:
- Ponto. É assim que vocês fazem comigo então é assim que eu faço com vocês. Agora sim, você quer que eu autorize, está autorizado. - e deu o fone para minha mãe, que sem voz simplesmente agradeceu e disse que não precisava de mais nada.
Ainda catatônica pela reação do marido, toca o telefone novamente. Era do Bradesco e chamaram por ele denovo.
- É do Bradesco - passou ela, sem nem lembrar que era banco e quem resolve é ela.
- Querem falar comigo? Aguarde só um minutinho....
Me lembrou muito isso aqui.
Como todo bom senhor de 60 anos, meu pai nada entende de contas bacárias, cartões de crédito, computadores ou tv a cabo. Então, como na maioria dos lares, quem resolve essas pendências é a mulher, no caso minha mãe que entende tudo desses assuntos (se atrapalha um pouco no computador de vez em quando).
Depois de alguns quartos de hora 'pendurada' ao telefone para acertar uma questão com a Net ela ouve do outro lado da linha:
- Ok! Agora precisarei falar com o responsável pela linha para ele autorizar.
- Sim, mas eu estou autorizando o responsável é meu marido e está aqui do meu lado, só que ele não trata desses assuntos, sou eu mesma quem resolve tudo.
- Sim senhora, mas eu preciso que ele autorize senão não posso dar prosseguimento ao pedido e nada disso valerá.
- Um instante - ela tira o telefone do gancho e fala com meu pai que está distraído (como sempre) á sua frente - Querem que você autorize. Não fala nada, só diz sim para o que a 'mulher' falar.
(Ele pega o telefone)
- Senhor boa tarde, o senhor está adquirindo blá blá blá, blá blá blá, o senhor autoriza?
- Um instante por favor, aguarde ouvindo a musiquinha.
E começou a cantarolar!!
E cantarolou por uns instantes e disse ao fone:
- Só mais um instante que eu já vou te atender! - e continuou cantarolando (lá lá lá)
E então, quando minha mãe já entrava em parafuso de vexame via embratel ele disse para a Net:
- Ponto. É assim que vocês fazem comigo então é assim que eu faço com vocês. Agora sim, você quer que eu autorize, está autorizado. - e deu o fone para minha mãe, que sem voz simplesmente agradeceu e disse que não precisava de mais nada.
Ainda catatônica pela reação do marido, toca o telefone novamente. Era do Bradesco e chamaram por ele denovo.
- É do Bradesco - passou ela, sem nem lembrar que era banco e quem resolve é ela.
- Querem falar comigo? Aguarde só um minutinho....
Me lembrou muito isso aqui.
domingo, 2 de maio de 2010
O beijo não vem da boca
Com essa frase Inácio de Loyola Brandão intitula um de seus livros mais lidos. A geração nascida na década de cinquenta que leu o livro na sua estréia em meados de 1980 deve ter se identificado inteiramente com o personagem perdido em busca de sua nova vida interior e exterior (seja porque resolveu realmente sair de si e de sua cultura indo numa viagem aparentemente sem volta à Berlin justamente por ser o oposto da latinidade) ou seja pelo renascimento de um novo Brasil em fins de ditadura militar.
Nossa geração (nascidos por volta de 1980) pode até saber o que foi o periodo das decadas de 1960 e 1970, mas, não viveu. tem sua opiniao e vivencia se é que se pode chamar assim a partir das memorias dos pais e dos avós. Não viveu por conta propria.
Esse livro poderia também chamar 'O homem em cima do muro'. Pois é isso que o personagem faz o tempo todo. Se auto exila em Berlin, não vai atrás de seus amores, não assume os filhos.
Vale sim uma marofa. É Loyola!
"O beijo não vem da boca, vem do coração"
Nossa geração (nascidos por volta de 1980) pode até saber o que foi o periodo das decadas de 1960 e 1970, mas, não viveu. tem sua opiniao e vivencia se é que se pode chamar assim a partir das memorias dos pais e dos avós. Não viveu por conta propria.
Esse livro poderia também chamar 'O homem em cima do muro'. Pois é isso que o personagem faz o tempo todo. Se auto exila em Berlin, não vai atrás de seus amores, não assume os filhos.
Vale sim uma marofa. É Loyola!
"O beijo não vem da boca, vem do coração"
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