terça-feira, 2 de março de 2010

Tá Combinado!

Nós mulheres somos uma especiezinha estranha. Nos fazemos de difíceis, de duronas e as 'mais mais' nisso são as 'mais mais' manteiga derretida. Que dizem estar tudo muito bem e fazem sexo como homens, mas no dia seguinte, se ele não liga choram como dondocas. Ou então nos mostramos fáceis, sinceras e aí meu bem... só depois das 3h da manhã ou de algumas cervejas, porque tudo que é fácil, é sabido, ninguém quer.
E além do que, tá certo botar uma 'banca' de 'dificil'. Umas são mesmo. Na verdado, não é uma questão de ser fácil ou dificil, mas uma questão de 'coração Flex', ou seja: ou você leva porrada e sofre, ou você leva porrada, levanta, sacode a poeira, dá a volta por cima e vai levar porrada denovo, mas tudo bem, porque você é Flex.
O tipo que sofre não quer se envolver novamente. Não tão cedo. E passa a acreditar que quando o relógio biológico gritar, a melhor solução será adotar uma criança abandonada. De preferência com mais de 3 anos (assim você se livra das fraldas) e rezando para não cair nenhum nome bizarro com o qual você tenha que juntar seu sobrenome (afinal depois dos 3 anos de idade não pode mais trocar o nome da criança).
Então, esse tipinho que sofre e sempre vê aquela cicatriz que por mais que esteja curada serve para dizer: 'E aí? É nóis na fita denovo?', não se envolve fácil. Pegar na mão por exemplo, só depois de muito sexo. E sem esperanças que seu telefone toque. Afinal, não quer nada nem ninguém além de você mesma, alguém que nunca te fará sofrer ou vá te abandonar. Sua melhr companhia.
E o trato é esse. Você pra lá, e eu pra cá. E cada um toca sua vida. Em outra cidade, em outro país, em outro contexto. Melhor assim: nos encontramos, nos divertimos e tchau. Combinado e seguido a risca.
Três meses depois o telefone toca. E não existe sensação melhor. Muito melhor do que um telefonema no dia seguinte: "Fiquei pensando... putz! Essa mina era tão bacana, a gente se deu tão bem, foi uma viagem fantástica, não foi?" Com certeza foi.
E sem paixonites, segue Bethânia e Leminski.

"Essa vida que eu quero querida
Encostar a minha
Na tua
Ferida"


Um comentário:

  1. Aeee! O que o texto não falou, a Bethania cantou! Bela escolha! beijos

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